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February 2010

Annabel Lee - Edgard Allan Poe / Fernando Pessoa

FERNANDO PESSOA ANNABEL LEE * (by Edgar Allan Poe) It was many and many a year ago, In a kingdom by the sea, That a maiden there lived whom you may know By the name of Annabel Lee; And this maiden she lived with no other thought Than to love and be loved by me. I was a child and she was a child, In this kingdom by the sea; But we loved with a love that was more than love- I and my Annabel Lee; With a love that the winged seraphs of heaven Coveted her and me. And this was the reason that, long ago, In this kingdom by the sea, A wind blew out of a cloud, chilling My beautiful Annabel Lee; So that her highborn kinsman came And bore her away from me, To shut her up in a sepulchre In this kingdom by the sea. The angels, not half so happy in heaven, Went envying her and me- Yes!- that was the reason (as all men know, In this kingdom by the sea) That the wind came out of the cloud by night, Chilling and killing my Annabel Lee. But our love it was stronger by far than the love Of those who were older than we- Of many far wiser than we- And neither the angels in heaven above, Nor the demons down under the sea, Can ever dissever my soul from the soul Of the beautiful Annabel Lee. For the moon never beams without bringing me dreams Of the beautiful Annabel Lee; And the stars never rise but I feel the bright eyes Of the beautiful Annabel Lee; And so,all the night-tide, I lie down by the side Of my darling, my darling, my life and my bride, In the sepulchre there by the sea, In her tomb by the sounding sea. * This poem was translated to portuguese by Fernando Pessoa

Annabel Lee - Edgard Allan Poe / Fernando Pessoa

(via)
FERNANDO PESSOA ANNABEL LEE * (de Edgar Allan Poe) Foi há muitos e muitos anos já, Num reino de ao pé do mar. Como sabeis todos, vivia lá Aquela que eu soube amar; E vivia sem outro pensamento Que amar-me e eu a adorar. Eu era criança e ela era criança, Neste reino ao pé do mar; Mas o nosso amor era mais que amor -- O meu e o dela a amar; Um amor que os anjos do céu vieram a ambos nós invejar. E foi esta a razão por que, há muitos anos, Neste reino ao pé do mar, Um vento saiu duma nuvem, gelando A linda que eu soube amar; E o seu parente fidalgo veio De longe a me a tirar, Para a fechar num sepulcro Neste reino ao pé do mar. E os anjos, menos felizes no céu, Ainda a nos invejar... Sim, foi essa a razão (como sabem todos, Neste reino ao pé do mar) Que o vento saiu da nuvem de noite Gelando e matando a que eu soube amar. Mas o nosso amor era mais que o amor De muitos mais velhos a amar, De muitos de mais meditar, E nem os anjos do céu lá em cima, Nem demônios debaixo do mar Poderão separar a minha alma da alma Da linda que eu soube amar. Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos Da linda que eu soube amar; E as estrelas nos ares só me lembram olhares Da linda que eu soube amar; E assim 'stou deitado toda a noite ao lado Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado, No sepulcro ao pé do mar, Ao pé do murmúrio do mar. Fernando Pessoa * Traduzido de Annabel Lee, de Edgard Allan Poe, ritmicamente conforme com o original.

September 2008

WWW.FPESSOA.COM.AR .::. Navegar É Preciso

(via)
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: "Navegar é preciso; viver não é preciso."(*) Quero para mim o espirito desta frase, transformada A forma para a casar com o que eu sou: Viver não É necessario; o que é necessario é criar. Nao conto gozar a minha vida; nem em goza-la penso. Só quero torna-la grande, ainda que para isso Tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo. Só quero torna-la de toda a humanidade; ainda que para isso Tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho Na essencia animica do meu sangue o propósito Impessoal de engrandecer a pátria e contribuir Para a evolução da humanidade. É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça. Navegantes antiguos tenían una frase gloriosa: "Navegar es preciso; vivir no es preciso."(*) Quiero para mí el espíritu de esta frase, transformada La forma para casarla con lo que yo soy; Vivir no Es necesario; lo que es necesario es crear. No cuento gozar mi vida; ni en gozarla pienso. Sólo quiero tornarla grande, pese a que para eso Tenga que ser mi cuerpo y mi alma la leña de ese fuego. Sólo quiero tornarla de toda la humanidad; pese a que para eso Tenga que perderla como mia. Cada vez más así pienso. Cada vez más pongo En la esencia anímica de mi sangre el propósito Impersonal de engrandecer la patria y contribuir Para la evolución de la humanidad. Es la forma que en mí tomó el misticismo de nuestra Raza. Fernando Pessoa (*) Nota de Soares Feitosa: "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu. Nota de Soarez Feitosa: "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latin, frase de Pompeyo, general romano, 106-48 A.C., dicha a los marineros, amedrentados, que recusaban viajar durante la guerra, cf. Plutarco, en Vida de Pompeyo. ©2003-08-14 by Sebastián Santisi, all rights reserved. Revision: 15/12/2005.

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