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2013

Famosos Que Partiram: Eduardo Conde

EDUARDO CONDE (56 anos) Ator * Recife, PE (09/04/1946) + Petrópolis, RJ (16/01/2003) Ator e cantor, Eduardo Conde tinha 37 anos de carreira e atuou em diversos espetáculos teatrais e novelas globais. Estreou na carreira artística como cantor em 1967, aos 19 anos, influenciado pela cantora Beth Carvalho, que lhe ensinou os primeiros acordes num violão. Seu primeiro disco, gravado em 1969, foi ''Minha chegada''. Foi membro do Conjunto 3D. Na década de 60 também se apresentou em festivais de música popular brasileira. Resolveu dedicar-se à carreira de modelo e, em seguida, de ator. Em 1974, no Festival Internacional de Teatro, participou de um espetáculo com 12 horas de duração. Entre 75 e 78, atuou na peça ''Jesus Cristo Superstar'', na qual interpretava o personagem principal. No cinema fez vários filmes com Os Trapalhões (Os Saltimbancos Trapalhões, O Incrível Monstro Trapalhão, Os Trapalhões na Serra Pelada), entre outros. Em 1995 retomou a carreira de cantor e lançou o disco ''Pra falar de amor''. Na TV trabalhou nas novelas ''Sinal de alerta'' (1978) –sua primeira novela- e ''Plumas e Paetês'', da Rede Globo, e ''A Idade da Loba'', da Rede Bandeirantes. Participou também da minissérie "O Quinto dos Infernos". Seu último trabalho foi uma participação especial no primeiro capítulo da novela “O Beijo do Vampiro”, da Rede Globo, como o Rei Dagoberto. Conde teve um filho, Bernardo, de seu casamento com a atriz e modelo Betty Lago. Foi casado também com a modelo e atriz Mila Moreira. No teatro teve um grande momento ao lado da atriz Irene Ravache na peça "Intimidades Indecentes" com a qual viajou o País por mais de um ano. Faleceu em decorrência de um câncer no pulmão, no Hospital Beneficência Portuguesa, em Petrópolis, região serrana do Rio. Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

2009

2008

Decio Pignatari

Décio Pignatari (Jundiaí SP 1927) Publicou, em 1949, os poemas Noviciado e Unha e Carne na Revista Brasileira de Poesia. Na época, integrava o Clube de Poesia, em São Paulo SP, liderado por poetas e críticos da Geração de 45. Em 1952 fundou o Grupo Noigandres, com Augusto de Campos e Haroldo de Campos, que publicou cinco antologias poéticas. Entre 1956 e 1957 participou do lançamento oficial da Poesia Concreta na Iº Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM/SP e no saguão do MEC/RJ. Publicou, em 1958, o Plano-Piloto para Poesia Concreta, em co-autoria com Augusto de Campos e Haroldo de Campos, em Noigandres n.4. Nas décadas seguintes, traduziu várias obras em francês, inglês e russo. Foi um dos criadores da editora e da revista Invenção, lançada em 1962 como veículo da Poesia Concreta. Em 1964 lançou o Manifesto do Poema-Código ou Semiótico, com Luiz Angelo Pinto. Foi membro-fundador da Associação Internacional de Semiótica, em Paris (França), em 1969. Nas décadas de 1980 e 1990 colaborou em vários periódicos, entre os quais a Folha de S. Paulo, e foi professor de Semiótica e Comunicação da FAU/USP. Publicou vários livros de ensaios, entre eles Cultura Pós-Nacionalista (1998). Sua obra poética inclui os livros Carrossel (1950), Exercício Findo (1958), Poesia pois é Poesia (1977) e Poesia pois é Poesia, 1950/1975. Poetc, 1976/1986 (1986). Décio Pignatari, criador do poema-código e semiótico, é um dos principais nomes da poesia Concreta. O Lobisomem O amor é para mim um Iroquês De cor amarela e feroz catadura Que vem sempre a galope, montado Numa égua chamada Tristeza. Ai, Tristeza tem cascos de ferro E as esporas de estranho metal Cor de vinho, de sangue, e de morte, Um metal parecido com ciúme. (O Iroquês sabe há muito o caminho e o lugar Onde estou à mercê: É uma estrada asfaltada, tão solitária quanto escura, Passando por entre uns arvoredos colossais Que abrem lá em cima suas enormes bocas de silêncio e solidão). Outro dia eu senti um ladrido De concreto batendo nos cascos: Era o meu Iroquês que chegava No seu gesto de anti-Quixote. Vinha grande, vestido de nada Me empolgou corações e cabelos Estreitou as artérias nas mãos E arrancou minha pele sem sangue E partiu encoberto com ela Atirando-me os poros na cara. E eu parti travestido de Dor, Dor roubada da placa da rua Ululando que o vento parasse De açoitar minha pele de nervos. Veio o frio com olhos de brasa Jogou olhos em todo o meu corpo; Encontrei uma moça na rua, Implorei que me desse sua pele E ela disse, chorando de mágua, Que era mãe, tinha seios repletos E a filhinha não gosta de nervos; Encontrei um mendigo na rua Moribundo de fome e de frio: “Dá-me a pele, mendigo inocente, Antes que Ela te venha buscar.” Respondeu carregado por Ela: “Me devolves no Juízo Final?” Encontrei um cachorro na rua: “Ó cachorro, me cedes tua pele?” E ele, ingênuo, deixando a cadela Arrancou a epiderme com sangue Toda quente de pêlos malhados E se foi para os campos da lua Desvestido da própria nudez Implorando a epiderme da lua. Fui então fantasiado a travesti Arrojado na escala do mundo E não houve lugar para mim. Não sou cão, não sou gente - sou Eu. Iroquês, Iroquês, que fizeste?

2007

~*~muitOfOfO~*~: Setembro 2005

(via)
Dr. e os sapos: continuação Você faz parte... Agora só falta ouvir a música. A incrível história de Dr. Rusch e os sapos envenenados de Paulo Tatit "Na América do Sul tem um pais chamado Brasil onde acontecem coisas incríveis e nos vamos contar como é que o naturalista Augusto Ruschi se tratou da doença terrível que ele pegou dos sapos venenosos. Dr. Augusto Ruschi, o naturalista e os sapos venenosos. Ele era naturalista porque gostava da natureza, estudava a natureza, entendia os bichos, as matas, as formigas, os passarinhos... e defendia a natureza! Não deixava ninguém derrubar árvores, queimar florestas, poluir rios, matar e arrancar a pele dos animais, não deixava. Dr. Augusto Ruschi, mais vale um pássaro voando que dois na mão. Mas antes de contar onde, como e porque os sapos venenosos envenenaram o Dr. Ruschi, quero vem quem adivinha qual o bicho que ele mais gostava. Dou-lhe uma, ... dou-lhe duas... dou-lhe três... o beija-flor! Beija-flor das fadas; vermelho; saíra; besouro; pardo; d'água; do mato; de penacho; comum; em geral. Mas um dia, ... um dia ele estava sozinho na floresta e vieram os sapos, os sapos venenosos! Primeiro ele parou e viu aqueles sapos escondidos... ai ele falou: - "Que sapos bonitos, vou estudar estes sapos" e levou alguns sapos para examinar melhor na casa dele! ih! Mas ele não sabia que aquele tipo de sapo quando ficava nervoso, irritado, soltava um veneno terrível que podia ser mortal! Cuidado Ruschi! Chiii, agora ele estava envenenado! Dr. Augusto Ruschi, o naturalista, envenenado! Ai, ai, ai. Tentou os hospitais, as farmácias e drogarias, consultou médicos, falou com cientistas, especialistas, tomou remédio, fez dieta, fez de tudo, mas nada, nada, nada adiantava. E o Dr. Augusto Ruschi, o naturalista, envenenado... Nesses casos assim tão graves, só se alguém tiver uma grande idéia e pensar uma coisa diferente, e pensar o que pouca gente pensa... E foi assim que um poeta lá do Rio, pediu ao Presidente do Brasil, pra falar com o cacique dos índios (é claro, o cacique dos índios!) E veio o cacique Raoni E veio o pajé Sapaim Trouxeram as ervas lá do alto Xingu Umas ervas estranhas pra chuchu E disseram: "Viemos curar professor amigo do índio e dos bichos". E disseram e fizeram a pajelança. Medicina de índio, pajelança. Fumaram cigarros, deram banho de ervas, esfregaram as mãos, fizeram massagem... retiraram o veneno... curaram! E todo mundo viu no jornal e TV, todo mundo acompanhou pelas fotografias. A gente via e ele lia ao lado dos dois amigos: Raoni, Sapaim. E o Dr. Ruschi, o naturalista pôde então concluir o seu trabalho; feliz ele foi atras de uns beija-flores que faltavam pra completar seu livro: BEIJA-FLOR de papo branco, da mata virgem, de topete, de colarinho da cordilheira, grande, Brasil. " Voz, Violão e Vocal: Paulo TatitFlauta: Hélio ZiskindPercussão: Pedro MourãoBateria: Gal Oppido - Perdoem algum furo, pois há muitas coisas que estou conhecendo agora! posted by Ruth Iara at 12:26 PM Comment (0) | Trackback (0)

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