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28 September 2008 18:45

Campos de Carvalho - Vaca de nariz sutil (3)

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Vaca de nariz sutil (3) Campos de Carvalho PAGO A PENSÃO COM A PENSÃO QUE O ESTADO ME PAGA PELO MEU ESTADO. Não chega a ser bem um poema, mas a vida não é nenhum poema. Se eu dissesse isto ao presidente da República ele me acharia supinamente ridículo, e os seus áulicos com ele; e no entanto é a pura verdade. Mandei a frase a um jornal, subdividida em estrofes, e nem sequer me deram qualquer resposta: assim se escreve a história de um herói da última guerra, ou de qualquer guerra, ou de qualquer herói.

28 September 2008 18:30

GuiaSP

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A Vaca de Nariz Sutil A nova empreitada dos Parlapatões, A Vaca de Nariz Sutil é baseada na obra do romancista mineiro Campos de Carvalho que trata da vida de um herói de guerra esquizofrênico. A peça marca os dezessete anos na trajetória artística do grupo com um novo desafio de linguagem. O texto foi adaptado por Hugo Possolo há mais de vinte anos. O dramaturgo, que também dirige a montagem, traz ao palco uma encenação que passa pelo humor, mas tem forte acento no universo poético. Possolo está em cena junto aos parceiros de grupo Henrique Stroeter, Raul Barretto e Claudinei Brandão. No elenco está Carolina Tilkian, selecionada para o papel em audição onde concorreram mais de 180 candidatas e os atores convidados Potiguara Novazzi e Alexandre Bamba.

A Vaca de Nariz Sutil

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A nova empreitada dos Parlapatões é uma adaptação da obra do romancista mineiro Campos de Carvalho. Seus romances, pouco difundidos, representam algo único na literatura brasileira, pelo seu caráter inovador e sua temática contundente. Recentemente, a montagem de Aderbal Freire-Filho da obra O Púcaro Búlgaro trouxe uma visão teatral sobre a obra de Carvalho. Agora, os Parlapatões montam a novela que trata da vida de um herói de guerra esquizofrênico. A peça marca os dezessete anos na trajetória artística do grupo com um novo desafio de linguagem. Vaca de Nariz Sutil traz um ex-combatente, personagem sempre anônimo, aposentado por invalidez (representado por Henrique Stroeter), que divide o seu quarto de pensão com um surdo-mudo, Aristides (Hugo Possolo). Divide sua loucura, copos e madrugadas com um amigo de bar, que é zelador de um cemitério (Claudinei Brandão). Divide seu coração com a filha deste zelador, Valquíria (Carolina Tilkian), uma adolescente com problemas mentais. E é com ela que o veterano de guerra, obcecado por sexo como qualquer louco ou como qualquer normal, mantém relações sexuais. A obra foi adaptada por Hugo Possolo há mais de vinte anos. O dramaturgo, que também dirige a montagem, traz ao palco uma encenação que passa pelo humor, mas tem forte acento no universo poético. Ao longo dos dezessete anos dos Parlapatões a adaptação sempre esteve presente entre as possibilidades de montagem e, agora, numa fase em que o grupo se crê mais maduro, encontra o fértil momento de sua realização. Colocar a obra de Campos de Carvalho aliada ao humor que caracteriza o grupo pode ser aparentemente contraditório, mas os estilos de Carvalho e do grupo de comediantes têm muito em comum. A encenação tem sua raiz no sarcasmo, no humor ácido, no limite do trágico, que a obra literária traz. Encontra um ponto comum quando não se pretende uma peça cômica e, sim, uma junção clara de humor e tragédia por meio da poesia. Uma busca constante do grupo que, por meio da diversão que seu humor e comunicação direta transitam, quer provocar a reflexão no espectador. A narrativa da novela de Carvalho é fragmentária, cuja linguagem remete ao olhar esquizofrênico da personagem anônima de um herói que não vê mais sentido na vida. A adaptação de Possolo opta por uma ordem aparentemente cronológica de acontecimentos para deixar livre os delírios do protagonista em um contexto mais conflituoso e teatral. Com ritmo frenético e intenso, comunicação direta com a platéia, a encenação pode subverter a própria trajetória de seus atores. Espaço fértil para uma nova investigação artística, onde uma base sólida se confronta com a instabilidade de tempos, na reconstrução de um humor mais abstrato em sua forma e poético em seu resultado. A pesquisa dos Parlapatões, pautada na síntese do risível de todas essas personagens, é essencial para desvendar o risco e o poder da subversão de valores moralistas e reacionários. Imputa uma angústia ao público quando o riso se transforma em desconforto. E, então, pode se chegar a uma forte ligação entre lirismo e humor. Ficha Técnica Texto e Direção: Hugo Possolo Livre adaptação da novela Vaca de Nariz Sutil,de Campos de Carvalho. Elenco:Henrique Stroeter, Carolina Tilkian, Hugo Possolo, Raul Barretto, Claudinei Brandão Potiguara Novazzi Alexandre Bamba Mário Matias Atriz Substituta: Janaína Enguel Assistente de Direção: Fernanda Cunha Cenário: Luiz Frúgoli Sonoplastia: Aline Meyer Figurinos: Hugo Possolo Adereços: Inês Sakai IIluminação: Marcos Loureiro, Reynaldo Thomaz e Hugo Possolo Vídeo (Captação, edição e operação): Ronaldo Cahin Operação de som: Marcos Meneghessi Operação de luz: Reynaldo Thomaz Locução: Paulo Pansani Cenotécnica: Tkceno - Dilson Tavares e Soraya Kolle Costureira: Alice Correia Comunicação: Vivian Dozono Fotos: Luiz Doroneto Programação Visual: Werner Schulz e Paula Bauab Produção Executiva: Cristiani Zonzini Assistente de Produção: Júlio César Dória Secretária e Assisitente de Produção: Janaína Oliviera Realização: Parlapatões, Patifes & Paspalhões Serviço: De 25/04 a 01/06 Sextas e Sábados 21h Domingos 20h Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) Espaço Parlapatões Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro Informações: 3258 4449 Ingresso Rápido: 4003 1212