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October 2009

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August 2009

O Caderno de Saramago

Yemen Agosto 10, 2009 por José Saramago À escritora colombiana Laura Restrepo, nossa amiga pelo coração e pelas ideias, encarregou-a Médicos sem Fronteiras que viajasse ao Yemen para depois contar o que lá tivesse visto, ouvido e sentido. O relato dessa experiência foi agora publicado no “El País semanal”, uma reportagem impressionante como, em princípio, qualquer outra que se faça em África, mas que a arte de narrar de Laura, ao recusar, como é próprio da sua natureza de escritora, os efeitos emotivos de uma escrita que intencionalmente apelasse à sensibilidade do leitor, prefere expressar por uma obstinada procura de realidade directa ao alcance de poucos. As descrições da chegada dos barcos que vêm da Somália, sobrecarregados de fugitivos que esperam encontrar no Yemen a solução das dificuldades que os empurraram para o mar, são de uma rara eficácia informativa. Vêm neles os homens, as mulheres e as crianças do costume, mas Laura Restrepo não tarda a mostrar-nos como é possível falar de homens sem estar obrigado a falar das mulheres e das crianças que com eles vieram, mas que das crianças seria impossível falar se não se falasse também, e sobretudo, das mães que os trazem, às vezes ainda na barriga. As situações em que essas mulheres vão encontrar-se depois de desembarcarem no Yemen constituem um catálogo completo das humilhações morais e físicas a que estão sujeitas só pelo facto de terem nascido mulheres. Por trás de cada palavra escrita por Laura há lágrimas, gemidos e gritos que seriam capazes de nos tirar o sono se a nossa flexível consciência não se tivesse acomodado à ideia de que o mundo vai aonde querem os que o dominam e que para nós já será bastante cultivar o nosso quintal o melhor que soubermos, sem que tenhamos de preocupar-nos com o que se passa do outro lado do muro. Esta, sim, é a mais velha história do mundo. Ver vídeo da reportagem Publicado em O Caderno de Saramago | Comments Off

November 2008

No caminho com Rodrigo Madeira

1. Você nasceu em Foz do Iguaçu, em 1979. Veio menino para Curitiba. A descoberta da poesia, onde? Se meus pais me obrigassem a jogar bola, eu acharia uma merda. Se me obrigassem a comer doce, eu teria vontade de vomitar. E foi assim com a leitura. Eu era um menino solto, apesar de muito tímido. Queria soletrar amoras no pé, aprender o alfabeto dos peixes e a última piada de português. Literatura, poesia eram palavras que eu não conhecia. Eu era analfabeto. Fui analfabeto até uns 14, 15 anos. Tudo o que eu lia ou estudava era um exercício de Sísifo. Eu não conhecia a magia negra e a epifania das palavras. Eu fazia análise sintática com o desencanto de um necropsista que escolheu a carreira errada, sem a alegria que eu sentia, por exemplo, ao desmembrar formigas. E quando eu lia alguma coisa que não fosse o gibi da Mônica, aquilo não era uma possibilidade de beleza e descoberta e enigma; aquilo era um pé no saco, uma lição de Português, Comunicação Social na minha época. Eu tirava notas absolutamente medíocres. E era meio dislexo, trocava (ainda troco às vezes) “p” por “b”, escrevia “coisa” com “z”, acentuava “tu” e “cu”. Eu só fazia poesia involuntariamente. E jamais com palavras. Não fui uma criança de tiradas maravilhosas. Fui, isso sim, uma criança muitas vezes constrangedora. Um dia, dentro do avião, comecei a gritar que o sujeito do meu lado era a cara do Cascatinha, personagem do Chico Anísio. Outra vez, falei para um deficiente físico caminhar direito.

October 2008

Biblioteca Digital Camões | Literatura

OsLusíadasOs Lusíadas Luís de Camões | PDF Leitura, Prefácio e Notas de Álvaro Júlio da Costa Pimpão. Apresentação de Aníbal Pinto de Castro. Instituto Camões, 4.ª Edição 2000

September 2008

Clarice Lispector - Uma Galinha

Uma Galinha Clarice Lispector Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã. Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.

Campos de Carvalho - Vaca de nariz sutil (3)

(via)
Vaca de nariz sutil (3) Campos de Carvalho PAGO A PENSÃO COM A PENSÃO QUE O ESTADO ME PAGA PELO MEU ESTADO. Não chega a ser bem um poema, mas a vida não é nenhum poema. Se eu dissesse isto ao presidente da República ele me acharia supinamente ridículo, e os seus áulicos com ele; e no entanto é a pura verdade. Mandei a frase a um jornal, subdividida em estrofes, e nem sequer me deram qualquer resposta: assim se escreve a história de um herói da última guerra, ou de qualquer guerra, ou de qualquer herói.

Jornal de Poesia - Thiago de Mello

(via)
Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente) A Carlos Heitor Cony Artigo I Fica decretado que agora vale a verdade. agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira. Artigo II Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo. Artigo III Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança. Artigo IV Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu. Parágrafo único: O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino. Artigo V Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa. Artigo VI Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora. Artigo VII Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo. Artigo VIII Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor. Artigo IX Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura. Artigo X Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco. Artigo XI Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã. Artigo XII Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela. Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor. Artigo XIII Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou. Artigo Final. Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem. Santiago do Chile, abril de 1964

Fundação Editora da UNESP

(via)
Dante Moreira Leite usa a Literatura para apresentar conceitos sobre as relações interpessoais Dante Moreira leite Pioneiro da Psicologia Social no Brasil, Dante Moreira Leite também é uma grande referência para pesquisadores das áreas da Educação, Literatura e História da Cultura brasileira. E é justamente no encontro de duas destas áreas, da Psicologia com a Literatura, que surgiu sua obra clássica, justamente intitulada Psicologia e Literatura, e muitos textos que aprofundavam este estudo e que foram reunidos em O amor romântico e outros temas, cuja terceira edição, revista e ampliada, é lançada agora pela Editora Unesp. Os artigos e ensaios de O amor romântico e outros temas tanto utilizam os recursos da psicologia para examinar obras literárias quanto recorrem às obras literárias para apresentar aspectos da psicologia das relações interpessoais. Nesta terceira edição, 11 novos textos são incorporados, sendo dois deles inéditos e nove que estavam dispersos. Nesta obra de Moreira Leite, encontramos, por exemplo, as análises das interpretações dadas por Freud a Hamlet de Shakespeare, assim como artigos sobre a autobiografia de Freud e a biografia que Ernest Jones escreveu sobre o pai da psicanálise. Enfoca também, entre outros temas, a relação entre romantismo e nacionalismo, a teoria da ingratidão, a ficção de Guimarães Rosa, a questão da criatividade em literatura e a psicologia social de Os Sertões. Destaque também para os sete artigos desenvolvidos paralelamente aos estudos realizados para O caráter nacional brasileiro, que teorizam sobre o caráter nacional norte- americano, o alemão e uma análise que desmonta a visão do futebol brasileiro apresentada por Gilberto Freyre. Sobre o autor - Dante Moreira Leite (1927 - 1976) cursou Filosofia na Universidade de São Paulo, onde obteve seus títulos acadêmicos. Publicou O caráter nacional brasileiro, O amor romântico e outros temas, Psicologia e literatura, Psicologia diferencial, além das antologias Personalidade e O desenvolvimento da criança. Lecionou em diversas unidades da USP, da atual Unesp e da PUC. Foi professor visitante da Universidade de Wisconsin (Madison, EUA), em 1967, e, em 1974, assumiu a direção do Instituto de Psicologia da USP. Título: O amor romântico e outros temas Autor: Dante Moreira leite Páginas: 304 Formato: 14 x 21 cm Preço: R$ 42 ISBN: 85-7139-770-5 - terceira edição, revista e ampliada Data de publicação: 2007

Sou Sachêt: Então é você (Estrela Ruiz Leminski e Alice Ruiz)

(via)
18.10.07 Então é você (Estrela Ruiz Leminski e Alice Ruiz) Então é você que bem antes de mim diz o que eu queria dizer tão bem quanto eu diria. E quem diria? ainda melhor Acho que teu nome é poesia e por isso todos te chamam Então é você tua simples presença preenche a minha existência me faz ver o que eu não via. E quem diria? ainda melhor Acho que teu nome é vida e por isso todos te querem Então é você que quando fala instala a compreensão de tudo que eu seria. E quem diria? Ainda melhor Acho que teu nome é amor e por isso todos te amam E quando todos te chamam quem sou eu pra não chamar? E quando todos te querem quem sou eu pra não querer? E porque todos te amam “eu sei que vou te amar" por jupyhollanda

Construindo Riquezas Através da Literatura_Trabalho em casa_Ebooks  Grátis_Internet Grátis

(via)
Construindo Riquezas Através da Literatura Site voltado para quem gosta de uma boa literatura. Abaixo você encontrará nossos principais produtos, ao clicar em cada um, se abrirá uma nova janela com todas as informações sobre o produto selecionado.À esquerda está o Menu dos principais Links do Site. À direita você encontra nossos patrocinadores, são sites que nos ajudam com a divulgação do C.R. Fique à vontade para navegar! **Informamos que todos nossos produtos são Ebooks (Livro digital para ser lido no computador). Desta forma,toda entrega é através de Download.

Perfil diHITT de Taty

Nome verdadeiro: Taty Ranking: 222º lugar Sobre: Eu quero mais: quero sempre mais TUDO: Mais saúde, Mais vida, Mais dinheiro, Mais amigos, Mais juventude, Mais experiência, Mais descobertas, Mais amor, Mais...Mais...e Mais tudo o que vier! Se for bom eu curto,se for ruim,eu aproveito para adquirir experiência e me tornar cada vez mais forte! Sexo: Feminino Website: http://www.construindoriquezas.com Cidade: Rio de Janeiro Estado: RJ País: Brasil Profissão: WebMaster Orkut: http://www.orkut.com.br/FullProfile.aspx?uid=13304002149234339059

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