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24 September 2008 14:00

Francisco Julião - Wikipédia, a enciclopédia livre

Vida política Julião foi deputado estadual em duas legislaturas. Eleito deputado federal por Pernambuco em 1962, foi cassado e preso em 1964. Ao ser liberado em 1965, foi incentivado a se exilar. Viajou para o México, onde permaneceu até ser anistiado em 1979. Aliado de Leonel Brizola, filiou-se ao PDT e tentou ser novamente deputado federal em 1988, quando foi derrotado. [editar] Erro histórico Segundo alguns, foi fundador das Ligas Camponesas, porém, segundo seu próprio relato, de 1940 a 1955, foi advogado dos camponeses, e segundo suas próprias palavras[1]: Francisco Julião, por livre e espontânea vontade, durante quinze anos, entre 1940 e 1955, peregrinou pelos canaviais da zona da mata de Pernambuco conquistando a confiança dos camponeses como advogado. Tinha feito uma escolha. Não queria defender os poderosos. Transformado em líder das Ligas Camponesas, Julião foi considerado um "santo" entre os sem-terra. Aos olhos de quem os cambatia era chamado de agitador, incendiário, comunista, Julião agradece o título de "agitador". É e sempre foi. "Mas dentro da lei". Afinal de contas - diz ele - "até remédio você precisa agitar antes de usar”... E só ler a bula. A primeira instrução é: “Agite antes de usar". [2] Comunista nunca foi. “Minhas divergências com os comunistas permanecem até hoje ". O que pouca gente sabe é que Julião é um dos fundadores do Partído Socialista Brasileiro, ao lado de Otávio Mangabeira. (sic) não fundei a Liga, ela foi fundada por um grupo de camponeses que a levou a mim para que desse ajuda. A primeira Liga foi a da Galiléia, fundada a 1 de janeiro de 1955 e que se chamava Sociedade Agrícola e Pecuária dos Plantadores de Pernambuco. Foi um grupo de camponeses com uma certa experiência política, que já tinha militado em partidos, de uma certa cabeça, que fundou o negócio, mas faltava um advogado e eu era conhecido na região. Foi uma comissão à minha casa, me apresentou os estatutos e disse: "Existe uma associação e queríamos que você aceitasse ser o nosso advogado". Aceitei imediatamente. Por isso o negócio veio bater na minha mão. Coincidiu que eu acaba de ser eleito deputado estadual pelo Partido Socialista e na tribuna política me tornei importante como defensor dos camponeses.

24 September 2008 13:30

Ligas camponesas - Wikipédia, a enciclopédia livre

(via)
Ligas camponesas Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação, pesquisa As ligas camponesas constituiam uma entidade que organizava os camponeses em torno da luta pela reforma agrária, no sertão pernambucano. Uma das grandes lideranças da liga foi Francisco Julião Arruda de Paula. Foi o movimento mais importante pela reforma agrária no Brasil até o golpe de 64. Sua origem remonta às antigas Ligas Camponesas da década de 1930, originárias da ação do Partido Comunista do Brasil no campo. Com a volta do PCB à legalidade em 1945, as Ligas Camponesas foram extintas, sobrevivendo algumas, mas sem grande influência no campo. [editar] História Em 1954 se formou no engenho Galiléia, da cidade de Vitória de Santo Antão, a Sociedade Agrícola e Pecuária de Plantadores de Pernambuco (SAPPP), com três fins específicos: auxiliar os camponeses com despesas funerárias — evitando que os camponeses falecidos fossem literalmente despejados em covas de indigentes ("caixão emprestado"); fornecer assistência médica, jurídica e educação aos camponeses; e formar uma cooperativa de crédito capaz de livrar aos poucos o camponês do domínio do latifundiário. No engenho Galiléia trabalhavam cerca de 140 famílias de camponeses em regime de foro: em troca de cultivar a terra, deviam pagar uma quantidade fixa em espécie ao proprietário da terra. É importante frisar que esse engenho já se encontrava em "fogo morto", ou seja, inadequado para plantio de cana-de-açúcar. A SAPPP, a princípio, aceita o apoio do proprietário do Galiléia e o convida para assumir um cargo de honra dentro do movimento. Advertido, entretanto, por outro proprietário da região, de que o movimento, de proposta comunista, teria finalidade política, o proprietário do engenho ordena que o movimento seja desfeito imediatamente, ameaçando os foreiros de expulsão e até de aumentar o valor do foro. Os camponeses decidem resistir, mas sabiam que isolados no campo não conseguiriam resistir por muito tempo. Resolveram, então, buscar apoio na cidade, encontrando na figura do advogado Francisco Julião o apoio e o respaldo jurídico que tanto precisavam. Francisco Julião (que já havia se pronunciado a favor dos camponeses), institucionalizou a associação. No dia 1 de janeiro de 1955 a SAPPP passou a funcionar legalmente. A imprensa rapidamente chamou a SAPPP de "liga", em associação aos movimentos da década de 1940. Em 1959 a SAPPP conseguiu a desapropriação do engenho. Enquanto isso, o movimento espalhava-se pelo interior do estado, e a vitória dos galileus estimulou bastante as lideranças camponesas a sonhar com uma reforma agrária. No início da década de 1960, as ligas já se espalhavam por 13 estados brasileiros, atigindo repercussão nacional e internacional. Porém, com a instalação do regime militar em 1964 a reforma agrária não foi implementada, pois as principais lideranças das ligas foram presas e o movimento deixou de existir. [editar] Ligações externas