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PUBLIC MARKS from tadeufilippini with tag poesia

November 2008

No caminho com Rodrigo Madeira

1. Você nasceu em Foz do Iguaçu, em 1979. Veio menino para Curitiba. A descoberta da poesia, onde? Se meus pais me obrigassem a jogar bola, eu acharia uma merda. Se me obrigassem a comer doce, eu teria vontade de vomitar. E foi assim com a leitura. Eu era um menino solto, apesar de muito tímido. Queria soletrar amoras no pé, aprender o alfabeto dos peixes e a última piada de português. Literatura, poesia eram palavras que eu não conhecia. Eu era analfabeto. Fui analfabeto até uns 14, 15 anos. Tudo o que eu lia ou estudava era um exercício de Sísifo. Eu não conhecia a magia negra e a epifania das palavras. Eu fazia análise sintática com o desencanto de um necropsista que escolheu a carreira errada, sem a alegria que eu sentia, por exemplo, ao desmembrar formigas. E quando eu lia alguma coisa que não fosse o gibi da Mônica, aquilo não era uma possibilidade de beleza e descoberta e enigma; aquilo era um pé no saco, uma lição de Português, Comunicação Social na minha época. Eu tirava notas absolutamente medíocres. E era meio dislexo, trocava (ainda troco às vezes) “p” por “b”, escrevia “coisa” com “z”, acentuava “tu” e “cu”. Eu só fazia poesia involuntariamente. E jamais com palavras. Não fui uma criança de tiradas maravilhosas. Fui, isso sim, uma criança muitas vezes constrangedora. Um dia, dentro do avião, comecei a gritar que o sujeito do meu lado era a cara do Cascatinha, personagem do Chico Anísio. Outra vez, falei para um deficiente físico caminhar direito.

October 2008

LibriVox » The Waste Land, by T. S. Eliot

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The Waste Land by T. S. Eliot (1888-1965) The Waste Land is a highly influential 433-line modernist poem by T. S. Eliot. It is perhaps the most famous and most written-about long poem of the 20th century, dealing with the decline of civilization and the impossibility of recovering meaning in life. Despite the alleged obscurity of the poem—its shifts between satire and prophecy, its abrupt and unannounced changes of speaker, location and time, its elegiac but intimidating summoning up of a vast and dissonant range of cultures and literatures—the poem has nonetheless become a familiar touchstone of modern literature. Among its famous phrases are “April is the cruelest month” (its first line); “I will show you fear in a handful of dust”; and “Shantih shantih shantih” (its last line). The title is sometimes mistakenly written as “The Wasteland”. (Summary from wikipedia.org)

Shakespeare's Sonnet 23

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SONNET 23 As an unperfect actor on the stage Who with his fear is put besides his part, Or some fierce thing replete with too much rage, Whose strength's abundance weakens his own heart. So I, for fear of trust, forget to say The perfect ceremony of love's rite, And in mine own love's strength seem to decay, O'ercharged with burden of mine own love's might. O, let my books be then the eloquence And dumb presagers of my speaking breast, Who plead for love and look for recompense More than that tongue that more hath more express'd. O, learn to read what silent love hath writ: To hear with eyes belongs to love's fine wit.

CASTELO CULTURAL EM AÇÃO

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SARAU POÉTICO UM CASTELO DE PALAVRAS O Castelinho do Flamengo apresenta todo primeiro sábado do mês, às 16:30h o Sarau Poético Um Castelo de Palavras, com entrada gratuita. Os espectadores assistem a um show de poesia, dança, teatro e música e, se quiser, também pode mostrar sua arte. Próximo evento dia 06 de setembro de 2008. O Castelinho fica na Praia do Flamengo, 158 - Flamengo. Tel: (21) 2205-0655.

September 2008

YouTube - Canal de POESIAVOA

POESIAVOA Estilo: VLog Participante desde: 11 de dezembro de 2006 Último acesso: 1 dia atrás Vídeos assistidos: 686 Inscritos: 68 Exibições do canal: 5540 Difusion channel to POESIA VOA - Poetry Fest (directed by Tavinho Paes & Bruno Cattoni), annually released in Rio de Janeiro, at the Human Rights International Day: 10th March. Canal de difusão do Festival Poesia Voa (dirigido por Tavinho Paes & Bruno Cattoni)- Circo Voador/Rio de Janeiro [Brasil]. EDITION 1.0: 23 - 27 nov. 2005 EDITION 2.0: 10 - 12 dec. 2006 (Wolrd Social Forum) Nome: POESIAVOA More info at the link below Mais informações no site a seguir Cidade: Rio de Janeiro Cidade natal: Rio de Janeiro País: Brasil Site: http://www.poemashow.com.br Denunciar violação de imagem de perfil

Jornal de Poesia - Thiago de Mello

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Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente) A Carlos Heitor Cony Artigo I Fica decretado que agora vale a verdade. agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira. Artigo II Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo. Artigo III Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança. Artigo IV Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu. Parágrafo único: O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino. Artigo V Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa. Artigo VI Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora. Artigo VII Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo. Artigo VIII Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor. Artigo IX Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura. Artigo X Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco. Artigo XI Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã. Artigo XII Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela. Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor. Artigo XIII Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou. Artigo Final. Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem. Santiago do Chile, abril de 1964

Crônicas Cariocas | João Pedro Roriz - Arte, Cultura, Esporte, Saúde, Entretenimento, Responsabilidade Social e Respeito ao Meio Ambiente

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Friedrish Schiller foi um grande autor de peças teatrais que o tornaram, ao lado de Henrik Ibsen, um referência do pré-romantismo alemão. Os dois dramaturgos criaram um movimento em seu país chamado “Sturm Und Drang” que se predispunha a elevar a arte como elemento consolidador de duas naturezas humanas – o racional e o sensível. Schiller defendia a arte como forma de educação de pessoas que, por determinado motivo, não possui em sua personalidade um destes elementos. Segundo ele, o homem racional só pode se tornar sensível quando observa o belo, ou seja, quando se torna “estético”.

TEXTOS PUBLICADOS NA INTERNET

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CACILDA BECKER ENCONTRA GODOT João Pedro Roriz Em 1968, a Companhia Teatral Cacilda Becker, sob direção de Flávio Rangel, montou o espetáculo teatral “Esperando Godot”, de Samuel Beckett. A peça, uma das pioneiras do chamado “Teatro Absurdo”, conta a história de Estragon e Vladimir, dois personagens que, em uma praça, esperam o misterioso Godot. A peça possui dois atos e está equilibrada, segundo os críticos, na ponta da faca entre a loucura e a idiotice, mantendo-se, portanto, coerente em relação às agruras estilizadas de uma sociedade presa a seus dogmas e credos.

João Pedro Roriz - Wikipédia, a enciclopédia livre

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Começou a vida profissional aos 14 anos de idade, atuando na peça teatral Violetas na Janela, estrelada e dirigida pela atriz Ana Rosa e produzida por seu pai Julio César de Sá Roriz. Trabalhou em diversos espetáculos musicais e aprimorou-se como ator-cantor. Atuou em projetos de tele dramaturgia na Rede Globo, Canal Futura, TVE e TV SENAC. Aos 19 anos envolveu-se com o Movimento Poético da cidade do Rio de Janeiro, destacando-se como escritor. Escreveu peças de teatro, entre elasCarmen - o Musical (2005) e Perdas e Danos(2006), encenadas em Niterói e Rio de Janeiro respectivamente. Formado em jornalismo pela Universidade Estácio de Sá, colaborou com os grandes jornais cariocas e tem coluna mensal na Revista Mandala e em sites literários. Seu projeto de poesia performática culminou na produção de um livro-cd intitulado A Poesia Teatral, editado pela Ibis Libris Editores em 2006. Em 2007 lançou Liras Dramáticas, editado pela ViaNapole Editores. Seu mais recente livro, o infanto-juvenil "Gorrinho, uma loucura crônica" está no prelo e será lançado pela Editora Paulus no final de 2008 ou início de 2009. Desenvolve hoje projetos culturais e socio-educativos no Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho e na Universidade Castelo Branco, onde se destacam a Oficina Literária Novos Autores e o Evento Literário Um Castelo de Palavras, com saraus e leituras dramatizadas. É Fundador e Coordenador da Castelo Cultural, o centro cultural da Universidade Castelo Branco. Recebeu em 2007 o Prêmio Hugo Paulo de Oliveira-Literatura oferecido pela cidade de Rio das Ostras, RJ, por sua obra poética. É apresentador do programa Castelo Cultural na Rádio Rio de Janeiro que vai ao ar todas as segundas-feiras às 14h.

Dedo de Moça

O nome dela é Virgilina - e sim, ela é virgem, aos 80 anos. É a Tia Nastácia da família. Não, não! A Tia Nastácia era apenas cozinheira e a Vigi... a Vigi não. Os domínios da Vigi vão além da cozinha. Começam no nosso coração, imperam em nossos estômagos e comandam nossa memória afetiva. A Vigi é a terceira avó de todos nós. Bate abaixo dos meus peitos. É negra. É a cara do Didi Mocó. É semianalfabeta, não sabe falar Tupperware, nem táxi, nem tóxico. Mas eu cresci achando que era minha tia-avó. E só me toquei que ela não podia, por razões óbvias, ser minha parenta de verdade – por de verdade entenda-se biológica - quando já com 12 anos um amigo me chamou a atenção: “Irmã da sua avó como se ela é negra?” Foi um choque. Negra? A Vigi não tem cor! Nem eu! Ela não é negra nem branca, ela é a Vigi! E decidi que isso não tinha a menor importância. Ela é minha avó também. Minha terceira avó. E ponto final. Cozinha maravilhosamente bem. Só comida caseira, daquelas que fazem a gente se sentir em casa mesmo, tranqüilo, protegido e com a vida pela frente. E quem experimenta não esquece nunca mais. É tão bom que quando ela fala "Ih, hoje só tem arroz com ovo que eu tô pobrinha..." a resposta é certa: manda!!!! E olha que eu não gosto de arroz com ovo... Mas na cozinha ela é Deus. E o ovo de gema molinha dela é perfeito. Redondinho e sorridente. É daquelas pessoas que depois que se vão, você fala com os olhos cheios d'água e mesmo ainda viva, a gente se emociona. E ela se diverte com isso: "Daqui a pouco papai do céu me leva...". E eu surto, brigo, digo que vou morrer primeiro. E ela dá risada da minha angústia, pode? Cresci comendo Creme Cascata. Um sorvete de três camadas caseiríssimo, presença garantida nos almoços de domingo. Uma delícia protagonista de brigas de foice entre primos, irmãos, pais e filhos, avós e netos pelo último pedaço! O pomo da discórdia, o pecado da gula, feito com carinho para os todos os netos. A Vigi tinha um soluço que durou anos e finalmente acabou – junto com o hábito de chamar a família toda até chegar no seu nome. Quanto mais novo, mais longa a cantilena: Abigail, Alice, Aurelinho, Eulina, Ariston, Beatriz, Lurdinha, João, Ania, Ceres, Espéria, Verbena, Anita, Elyda, Regina-ai-meu-Deus, Pit!!! Tudo entremeado por soluços altos e fortes que faziam seu corpo todo tremer e as crianças, bom, as crianças riam escancarado. E ela também. “A vida é um buraco, um buraco é a vida...”. O bordão derrotista é repetido já há uma vida inteira, enquanto as mãos fortes ralam o coco que vai se transformar em cuscuz famoso e requisitado. O cheiro do camarão seco – “tomando ar pra ficar bem sequinho” – invade a casa, molhando a boca e avisando: Caruru vem aí! E o povo já começa a sonhar com o Vatapá. Esperar o bolo esfriar? Ah, Vigi... não dá! Bolo fofo, quentinho... tentação de mais. Será que o pastor, Glória-Glória-Aleluia, sabe que sua ovelha nos leva à perdição com a luxúria dos sabores? Louvemos-ao-senhor!

Blogger do ator e escritor João Pedro Roriz: FOTOS DO ARTISTA

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Blogger do ator e escritor João Pedro Roriz João Pedro Roriz é ator e escritor. Atuou em diversas emissoras de televisão e peças teatrais. Entre seus principais trabalhos estão a minissérie A Muralha (Rede Globo) e a peça Violetas na Janela. Em 2005 escreveu o texto e compôs as músicas da peça Carmen. É cantor Barítono e trabalha como diretor musical e compositor. Aos 23 anos lançou o livro A Poesia Teatral (Ibis Libris). Escreve para o site O Portal que Acontece. Leia todo o blog e comente!

Poesia 3 X 4

Se você gostou indique o endereço: www.almadepoeta.com/poetas3x4.htm E-mail: jproriz@gmail.com

cep 20.000 - centro de experimentação poética - UOL Blog

ALLES LES BLEUS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! eu estou chegando atrasado na festa dos Azuis. Já tem uma temporada que elers queriam fazer o CEP. Me deram um CDemo uma vez. Gostei deles, mas meus ouvidos desafinados gostaram meio mais ou menos. Ficaram no limbo. Eles tem um fôlego de sete gatos. Continuaram na estrada. Mudaram esse ou aquele. Esses dias fizeram o CEP na marra. Lá no Jockey. Junto com o Monstros do Ula Ula. Abriram com Paint it Black, seminal dos Stones. Podiam parar por ali. Já seriam a melhor banda do planeta da última quinzena. Mas tocaram mais. Muito mais. Hoje para mim, são a melhor banda do planeta dos últimos plenilúnios. Aí fui lá na casa-virtual de Cecília Luiza e roubei esse vídeo. Os Azuis são demais e fecharão o próxinmo CEP, dia 25 de setembro, uma QUINTA FEIRA às 20 hs. E ainda por cim,a, tem Splash, uma banda que nunca vi. aqui um vídeo cultuado d' Os Azuis : http://www.youtube.com/watch?v=qrb20uyr614

Poesia 3 X 4 priscila andrade

Priscila Andrade nasceu no ano de 1972, em Salvador (BA), no dia da árvore, 21 de setembro. Formada em marketing pelo Centro Universitário da Cidade (Rio de Janeiro, RJ). Colecionadora de conchas do mar, entradas de cinema e teatro. Viciada em internet e absurdamente curiosa. Em 2005, criou e coordenou o Festival Segundas Poéticas, e se apresentou em vários eventos, como o 2º Festival Nacional de Poesia, o Poesia Voa, no Circo Voador. Coordenadora e mediadora do ciclo de debates Flap/2006.