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January 2010

December 2009

Poema La Ciudad Sin Laura de Francisco Luis Bernardez - Poemas de

(via)
Poema La Ciudad Sin Laura de Francisco Luis Bernardez En la ciudad callada y sola mi voz despierta una profunda resonancia. Mientras la noche va creciendo pronuncio un nombre y este nombre me acompaña. La soledad es poderosa pero sucumbe ante mi voz enamorada. No puede haber nada tan fuerte como una voz cuando esa voz es la del alma. En el sonido con que suena siento el sonido de una música lejana. Y en la energía remota que la mueve siento el calor de una remota llamarada. Porque mi voz es una chispa de aquella hoguera que eterniza lo que abrasa. Porque mi amor es una chispa de aquella hoguera que eterniza lo que abrasa. Para poblar este desierto me basta y sobra con decir una palabra. El dulce nombre que pronuncio para poblar este desierto es el de Laura. Las cosas son inteligibles porque este nombre de mujer las ilumina. Porque este nombre las arranca de las tinieblas en que estaban sumergidas. Una por una recuperan su resplandor espiritual y resucitan. Una por una se levantan con el candor y la belleza que teman. La obscuridad desaparece mientras el sueño silencioso se disipa. Por este nombre de los nombres hasta la muerte sin palabras tiene vida. Ya no resuena entre las cosas el gran torrente de las noches y los días. El tiempo calla y se detiene para escuchar esta perfecta melodía. Mi vida entera permanece porque este nombre que recuerdo no me olvida. Porque este nombre me sostiene con emoción desde su tierna lejanía. Cuando mi boca lo ignoraba, la soledad era más honda que el silencio. Cuando mi boca estaba muda, mi corazón era invisible como el viento. Se conocía que vivía por la canción que lo tenía prisionero. Pero vivía en otro mundo; para las cosas de este mundo estaba muerto. Le pesadumbre de las horas era mas íntima que nunca en aquel tiempo. Porque las noches eran largas; porque los días de las noches eran lentos. La tierra estaba más obscura porque faltaban las estrellas en el cielo. El manantial de donde brota la luz que alumbra el corazón estaba seco. ¿Qué hubiera sido de mi vida sin este nombre que pronuncio en el desierto ? ¿Qué hubiera sido de mi vida sin este amor que me acompaña desde lejos? Lejos está la dulce causa del corazón, de la cabeza y de la mano. Pero su ausencia es la del río, que con la fuente que lo llora vive atado. Nunca he sentido como ahora la vecindad de la mujer que estoy cantando. Cuando el amor está presente no puede haber nada escondido ni lejano. La luz del fuego que me alumbra ¿no es la que alumbra el corazón del ser amado ? La llamarada que me quema ¿no es la del fuego en que se quema sin descanso ? Aunque las leguas se interponen entre nosotros, ya no pueden separarnos. Porque el amor que vence al tiempo no puede estar sino a cubierto del espacio. Entre la dicha y mi existencia la diferencia que hubo ayer se va borrando. El ser que nombro es el que, siendo, me da una vida sin dolor ni sobresalto.

November 2009

Cecília Meireles: Retrato "Eu não tinha este rosto de... - Pensador

"Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: Em que espelho ficou perdida a minha face?"

October 2009

Nadia Stabile (nadiagalst) on Twitter

nadiagalst Following * Follow * 1. http://bit.ly/YJJVa NADA É IMPOSSIVEL DE MUDAR - BRECHT NO @SARAUPARATODOS # Name Nadia Stabile # Location São Paulo - Brasil # Web http://sarauxyz.b... # Bio BLOGUEIRA http://pichacoesciberespaciais.blogspot.com http://modovestir.blogspot.co

August 2009

O Caderno de Saramago

Yemen Agosto 10, 2009 por José Saramago À escritora colombiana Laura Restrepo, nossa amiga pelo coração e pelas ideias, encarregou-a Médicos sem Fronteiras que viajasse ao Yemen para depois contar o que lá tivesse visto, ouvido e sentido. O relato dessa experiência foi agora publicado no “El País semanal”, uma reportagem impressionante como, em princípio, qualquer outra que se faça em África, mas que a arte de narrar de Laura, ao recusar, como é próprio da sua natureza de escritora, os efeitos emotivos de uma escrita que intencionalmente apelasse à sensibilidade do leitor, prefere expressar por uma obstinada procura de realidade directa ao alcance de poucos. As descrições da chegada dos barcos que vêm da Somália, sobrecarregados de fugitivos que esperam encontrar no Yemen a solução das dificuldades que os empurraram para o mar, são de uma rara eficácia informativa. Vêm neles os homens, as mulheres e as crianças do costume, mas Laura Restrepo não tarda a mostrar-nos como é possível falar de homens sem estar obrigado a falar das mulheres e das crianças que com eles vieram, mas que das crianças seria impossível falar se não se falasse também, e sobretudo, das mães que os trazem, às vezes ainda na barriga. As situações em que essas mulheres vão encontrar-se depois de desembarcarem no Yemen constituem um catálogo completo das humilhações morais e físicas a que estão sujeitas só pelo facto de terem nascido mulheres. Por trás de cada palavra escrita por Laura há lágrimas, gemidos e gritos que seriam capazes de nos tirar o sono se a nossa flexível consciência não se tivesse acomodado à ideia de que o mundo vai aonde querem os que o dominam e que para nós já será bastante cultivar o nosso quintal o melhor que soubermos, sem que tenhamos de preocupar-nos com o que se passa do outro lado do muro. Esta, sim, é a mais velha história do mundo. Ver vídeo da reportagem Publicado em O Caderno de Saramago | Comments Off

July 2009

Playlist Pessoal: O bandido que sabia latim

(via)
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009 O bandido que sabia latim Envolvido pela leitura do livro homônimo de Toninho Vaz. Cacei aqui em casa e na Internet, algumas canções do Leminski e bolei esse cd. Veja:

Antologia Poética de Bertolt Brecht

Aos que virão depois de nós I Eu vivo em tempos sombrios. Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez, uma testa sem rugas é sinal de indiferença. Aquele que ainda ri é porque ainda não recebeu a terrível notícia. Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime. Pois significa silenciar sobre tanta injustiça? Aquele que cruza tranqüilamente a rua já está então inacessível aos amigos que se encontram necessitados? É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver. Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome. Por acaso estou sendo poupado. (Se a minha sorte me deixa estou perdido!) Dizem-me: come e bebe! Fica feliz por teres o que tens! Mas como é que posso comer e beber, se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome? se o copo de água que eu bebo, faz falta a quem tem sede? Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo. Eu queria ser um sábio. Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria: Manter-se afastado dos problemas do mundo e sem medo passar o tempo que se tem para viver na terra; Seguir seu caminho sem violência, pagar o mal com o bem, não satisfazer os desejos, mas esquecê-los. Sabedoria é isso! Mas eu não consigo agir assim. É verdade, eu vivo em tempos sombrios! II Eu vim para a cidade no tempo da desordem, quando a fome reinava. Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta e me revoltei ao lado deles. Assim se passou o tempo que me foi dado viver sobre a terra. Eu comi o meu pão no meio das batalhas, deitei-me entre os assassinos para dormir, Fiz amor sem muita atenção e não tive paciência com a natureza. Assim se passou o tempo que me foi dado viver sobre a terra. III Vocês, que vão emergir das ondas em que nós perecemos, pensem, quando falarem das nossas fraquezas, nos tempos sombrios de que vocês tiveram a sorte de escapar. Nós existíamos através da luta de classes, mudando mais seguidamente de países que de sapatos, desesperados! quando só havia injustiça e não havia revolta. Nós sabemos: o ódio contra a baixeza também endurece os rostos! A cólera contra a injustiça faz a voz ficar rouca! Infelizmente, nós, que queríamos preparar o caminho para a amizade, não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos. Mas vocês, quando chegar o tempo em que o homem seja amigo do homem, pensem em nós com um pouco de compreensão. ...

November 2008

No caminho com Rodrigo Madeira

1. Você nasceu em Foz do Iguaçu, em 1979. Veio menino para Curitiba. A descoberta da poesia, onde? Se meus pais me obrigassem a jogar bola, eu acharia uma merda. Se me obrigassem a comer doce, eu teria vontade de vomitar. E foi assim com a leitura. Eu era um menino solto, apesar de muito tímido. Queria soletrar amoras no pé, aprender o alfabeto dos peixes e a última piada de português. Literatura, poesia eram palavras que eu não conhecia. Eu era analfabeto. Fui analfabeto até uns 14, 15 anos. Tudo o que eu lia ou estudava era um exercício de Sísifo. Eu não conhecia a magia negra e a epifania das palavras. Eu fazia análise sintática com o desencanto de um necropsista que escolheu a carreira errada, sem a alegria que eu sentia, por exemplo, ao desmembrar formigas. E quando eu lia alguma coisa que não fosse o gibi da Mônica, aquilo não era uma possibilidade de beleza e descoberta e enigma; aquilo era um pé no saco, uma lição de Português, Comunicação Social na minha época. Eu tirava notas absolutamente medíocres. E era meio dislexo, trocava (ainda troco às vezes) “p” por “b”, escrevia “coisa” com “z”, acentuava “tu” e “cu”. Eu só fazia poesia involuntariamente. E jamais com palavras. Não fui uma criança de tiradas maravilhosas. Fui, isso sim, uma criança muitas vezes constrangedora. Um dia, dentro do avião, comecei a gritar que o sujeito do meu lado era a cara do Cascatinha, personagem do Chico Anísio. Outra vez, falei para um deficiente físico caminhar direito.

October 2008