public marks

PUBLIC MARKS from tadeufilippini with tags poesia & "augusto campos"

08 May 2008

Charles A. Perrone Professional Web Site

(via)
Translations and Poetry Translations of poetry by Paulo Leminski, Horácio Costa, Régis Bonvicino, Décio Pignatari, Augusto de Campos (two links to originals; see also Big Bridge Special Spring 2007) Antônio Cícero, Ademir Assunção, Alexander Horner, Adriano Espínola, Carlito Azevedo, Ricardo Corona, Claudia Roquette-Pinto, Neuza Pinheiro, Rodrigo Garcia Lopes, Marcos Prado, and Waly Salomão. Co-editor of Tigertail: A South Florida Poetry Annual coming April 24, 2008. Tigertail Productions of Miami. Co-translator of First World Third Class (Pau de Arara Classe Turística) by Regina Rheda, see link above Poetry: SIX SEVEN, chapbook at www.moriapoetry.com. e-books link. in Autumn harvest, Moria, Moria, Mandorla: Nueva escritura de las Américas / New Writing from the Americas,Literatura de expressão portuguesa nos Estados Unidos; Suplemento Literário Minas Gerais,Dirty Goat,Vortex / Affinities,Esprit , Dactylus, O Globo,Fénix, Románica ** ATT NB visuals **:Dimensão Inspirations: PESSOA and a house plan.

09 March 2008

14 February 2008

poesia.net 71

(via)
Tigre! Tigre! William Blake O TYGRE Tradução: Augusto de Campos Tygre! Tygre! Brilho, brasa que a furna noturna abrasa, que olho ou mão armaria tua feroz symmetrya? Em que céu se foi forjar o fogo do teu olhar? Em que asas veio a chamma? Que mão colheu esta flamma? Que força fez retorcer em nervos todo o teu ser? E o som do teu coração de aço, que cor, que ação? Teu cérebro, quem o malha? Que martelo? Que fornalha o moldou? Que mão, que garra seu terror mortal amarra? Quando as lanças das estrelas cortaram os céus, ao vê-las, quem as fez sorriu talvez? Quem fez a ovelha te fez? Tygre! Tygre! Brilho, brasa que a furna noturna abrasa, que olho ou mão armaria tua feroz symmetrya? O TYGRE Tradução: José Paulo Paes Tygre, Tygre, viva chama Que as florestas de noite inflama, Que olho ou mão imortal podia Traçar-te a horrível simetria? Em que abismo ou céu longe ardeu O fogo dos olhos teus? Com que asas atreveu ao vôo? Que mão ousou pegar o fogo? Que arte & braço pôde então Torcer-te as fibras do coração? Quando ele já estava batendo, Que mão & que pés horrendos? Que cadeia? que martelo, Que fornalha teve o teu cérebro? Que bigorna? que tenaz Pegou-te os horrores mortais? Quando os astros alancearam O céu e em pranto o banharam, Sorriu ele ao ver seu feito? Fez-te quem fez o Cordeiro? Tygre, Tygre, viva chama Que as florestas da noite inflama, Que olho ou mão imortal ousaria Traçar-te a horrível simetria? THE TYGER Tyger! Tyger! burning bright In the forests of the night, What immortal hand or eye Could frame thy fearful symmetry? In what distant deeps or skies Burnt the fire of thine eyes? On what wings dare he aspire? What the hand, dare seize the fire? And what shoulder & what art, Could twist the sinews of thy heart? And when thy heart began to beat, What dread hand & what dread feet? What the hammer? what the chain? In what furnace was thy brain? What the anvil? what the grasp Dare its deadly terrors clasp? When the stars threw down their spears, And water'd heaven with their tears, Did he smile his work to see? Did he who made the Lamb make thee? Tyger! Tyger! burning bright In the forests of the night, What immortal hand or eye Dare frame thy fearful symmetry?

09 October 2006